A grande motivadora desta introdução foi uma conversa que tive com o consultor Mário Bacellar sobre como os serviços online estão se tornando onipresentes nas nossas vidas. Como eu disse na introdução desse post, eu não vou mais a agencias bancárias. Por que? Porque resolvo tudo online. A Internet alterou o nosso conceito de tempo e espaço. Não precisamos mais esperar o programa esportivo para vermos os gols da rodada. Podemos assisti-los online. Não precisamos mais enfrentar filas ou ficar restringido ao horário bancário para pagar uma conta, fazemos isso online.
Com os serviços online ficando corriqueiros, quase atingindo a banalização, a demanda por profissionais cresce. O crescimento da demanda por profissionais traz junto a demanda por cursos especializados e cursos superiores para formação destes profissionais. E é aí que mora o perigo. Muitos cursos formam profissionais "meia-bomba" que, consequentemente, são mais baratos. Muitas empresas querem estes profissionais baratos. Motivos? Das duas uma: ou não se importam com a qualidade, ou acham que qualquer desenvolvedor fundo de quintal possa fazer uma aplicação de qualidade. E o resultado? Esse abaixo:
Uma instituição com o Itaú não pode jogar um stacktrace na cara do cliente. No máximo, dar uma mensagem de serviço indisponível.
A excelência em qualidade de software é complicada de ser alcançada. Normalmente, os cursos superiores não estão preocupados com essa questão. O desenvolvedor precisa ser inquieto e melhorar neste quesito por conta própria, com livros e cursos mais especializados.
Por outro lado, as empresas devem buscar e valorizar profissionais com esse perfil. Devem estar sempre atentas, para identificar entre os seus funcionários, os que mais se enquadram nas políticas de qualidade da empresa. Após identificado, esse funcionário deve ser estimulado a manter sua ambição pela excelência e incentivado com cursos e eventos pagos pela empresa.
Casos como esse ocorrido com o Itaú, arranham a imagem de uma instituição. Se esta não estiver com uma base sólida, a perda de credibilidade do usuário do serviço pode levar a organização a falência.
Devemos ficar atentos e valorizar sempre a excelência na qualidade.
EDIT: Só deixando claro que a crítica não é somente sobre o profissional de desenvolvimento, e sim sobre o processo como um todo. Um código não pode passar pela homologação e entrar em produção cuspindo um stacktrace. Alguma coisa está errada em algum lugar.